Economia

Inflação encerra 2025 com alta acumulada de 4,26%, aponta IBGE

Alimentação e Bebidas terminou o ano com uma alta moderada de 2,95%,

Desempenho da economia no último mês do ano foi puxado principalmente pelo grupo de Transportes
Desempenho da economia no último mês do ano foi puxado principalmente pelo grupo de Transportes Foto : Fabiano do Amaral

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, fechou o ano de 2025 com uma alta acumulada de 4,26%. O resultado indica uma trajetória de desaceleração no custo de vida dos brasileiros, ficando abaixo dos 4,83% registrados no fechamento de 2024. No recorte mensal, o índice de dezembro apresentou uma aceleração de 0,33%, superando a taxa de novembro. Os números foram apresentados pelo IBGE, nesta sexta feira.

O desempenho da economia no último mês do ano foi puxado principalmente pelo grupo de Transportes, que registrou a maior variação (0,74%). O setor foi pressionado pelo salto sazonal nos preços das passagens aéreas e do transporte por aplicativo. Em contrapartida, o grupo Habitação foi o único a apresentar queda em dezembro (-0,33%), aliviado pela mudança para a bandeira tarifária amarela na conta de luz.

Em Artigos de residência , a alta de 0,64% reflete as variações de Tv, som e informática (1,97%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do plano de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal (0,52%).

Em Despesas pessoais , que desacelerou de 0,77% em novembro para 0,36% em dezembro, destacam-se as variações de cabeleireiro e barbeiro (1,28%) e empregado doméstico (0,48%), além da redução de 3,10% na hospedagem que havia subido 4,09% em novembro.

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%).

A alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição .

No cenário regional, a inflação não se comportou de forma homogênea. Porto Alegre encerrou dezembro com a maior variação do país (0,63%), enquanto Vitória registrou o maior acumulado anual, chegando a 4,99%. Na outra ponta, Campo Grande teve a menor inflação acumulada de 2025, com 3,14%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o impacto para famílias de menor renda, fechou o ano em 3,90%.

Serviços e habitação fazem a diferença

Ao longo de todo o ano de 2025, os serviços e itens de habitação foram os que mais pesaram. O grupo Habitação liderou com alta acumulada de 6,79%, seguido por Educação (6,22%) e Despesas Pessoais (5,87%). Já o grupo de Alimentação e Bebidas, embora tenha subido em dezembro, terminou o ano com uma alta moderada de 2,95%, beneficiado pela queda no preço do arroz e do leite.

Dentro do índice acumulado, alguns serviços específicos registraram altas muito acima da inflação média, impactando diretamente o orçamento doméstico. O grande destaque foi o transporte por aplicativo, que disparou 56,08% no ano. No setor de serviços públicos e essenciais, a energia elétrica residencial subiu 12,31%, enquanto o aluguel residencial avançou 6,06%.

Outros serviços de consumo frequente também pressionaram o índice anual. Os jogos de azar tiveram alta de 15,17%, seguidos pela hospedagem (9,61%) e pelos serviços de cabeleireiro e barbeiro (8,05%). No setor de saúde, os planos de saúde subiram 6,42%, enquanto na educação, os cursos regulares tiveram um aumento de 6,54%.

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