O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,18% em novembro, representando uma aceleração de 0,09 ponto percentual (p.p.) em relação à taxa de 0,09% observada em outubro. As informações foram divulgadas nesta quarta pelo IBGE. Apesar do avanço mensal, o índice acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,46%, uma desaceleração frente aos 4,68% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, o IPCA acumula uma alta de 3,92%.
Em Porto Alegre, a variação do IPCA em novembro foi de 0,09%. No ano, o acumulado do índice na Capital gaúcha é de 4,13%. Nos últimos 12 meses, a variação aumenta para 4,66%.
Destaques por Grupo: Hospedagem Dispara
Em novembro, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados no País apresentaram variação positiva. Os maiores destaques, que também exerceram o maior impacto (0,08 p.p. cada), foram Despesas pessoais (0,77%) e Habitação (0,52%).
O grupo Despesas pessoais foi impulsionado pelo subitem Hospedagem, que variou 4,09% e contribuiu com 0,03 p.p. no índice do mês. Um fator notável foi a variação de Hospedagem em Belém (178,93%), cidade que sediou a COP 30 – Conferência do Clima da ONU em novembro.
Outros grupos com alta foram Vestuário (0,49%), Transportes (0,22%) e Educação (0,01%).
Os demais grupos ficaram no campo negativo, com destaque para Artigos de residência (-1,00%), seguido por Comunicação (-0,20%), Saúde e cuidados pessoais (-0,04%) e Alimentação e bebidas (-0,01%).
Habitação sob pressão da energia elétrica
Após registrar queda de 0,30% em outubro, o grupo Habitação voltou a subir, com variação de 0,52% em novembro. O resultado foi novamente influenciado pela energia elétrica residencial, que apresentou alta de 1,27% e um impacto de 0,05 p.p.
Apesar da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1 (que adiciona R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos), a variação da energia elétrica decorreu principalmente dos reajustes aplicados em diversas capitais:
- Goiânia (13,02%), com reajuste de 19,56% a partir de 22 de outubro.
- Brasília (7,39%), com reajuste de 11,21% desde 22 de outubro.
- São Paulo (0,70%), com reajuste de 16,05% em uma das concessionárias a partir de 23 de outubro.
- Porto Alegre (2,39%), com reajuste de 21,95% em uma das concessionárias a partir de 22 de novembro.
A energia elétrica residencial acumula alta de 15,08% no ano e 11,41% nos últimos 12 meses, sendo o principal impacto nos dois períodos, com 0,58 p.p. e 0,46 p.p., respectivamente.