O clima de insegurança em função do parcelamento dos salários do funcionalismo estadual e a consequente redução de efetivo da Brigada Militar fazem o comércio de Porto Alegre adotar medidas para se precaver. De acordo com o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse, comerciantes estão fechando os estabelecimentos mais cedo. Além disso, muitos estão contratando empresas privadas de segurança.
“Lamentavelmente, estamos sentindo o impacto dessa incerteza na segurança pública. Estamos fechando lojas do Centro Histórico e de bairros mais cedo. A insegurança causada na população faz com que muita gente fique resguardada em suas casas. Os bares e restaurantes também estão sentindo bastante”, disse.
O presidente do Sindilojas afirmou que a paralisação dos serviços prejudica o comércio, e consequentemente, o Estado, já que a arrecadação cai. Na próxima semana, a entidade deve se reunir com outras instituições para discutir medidas com o governo do Estado para fugir da crise financeira.
Na quinta, um arrastão foi registrado durante à noite nos arredores da Voluntários da Pátria. Na sexta, boatos de novos crimes levaram vários estabelecimentos a fechar as portas.
Insegurança nas ruas provoca perdas no comércio, lamenta Sindilojas
Comerciantes estão fechando os estabelecimentos mais cedo