Os impactos e as oportunidades da inteligência artificial no ambiente de negócios foi tema de debate na Fecomércio nesta quinta-feira. Na 3ª edição de 2026 do Fecomércio-RS Debate, estiveram presentes representantes de empresas incubadas no Lab Fecomércio-RS, como a líder de desenvolvimento de negócios do Lab, Carolina Filippelli, o sócio da startup Econecta, João Lorentz e Rafael Souza, fundador da consultoria Trion. Eles compartilharam experiências práticas sobre o uso de agentes de IA, evidenciando como a tecnologia é uma aliada estratégica por ampliar a eficiência e criando oportunidades de crescimento para as empresas.
Filippelli lembrou da importância de oferecer diferentes meios para aproximação do cliente, e que ferramentas de inteligência artificial podem auxiliar nesse processo. "A gente precisa entender que em tempos de transformação digital e inteligência artificial, a gente precisa estar com os nossos negócios e nossos serviços na palma da mão, gerenciando de onde nós estivermos. A gente precisa ter mobilidade, automação, e mais importante, a gente precisa escalar. falo de ter o maior alcance possível".
Lorentz tratou do papel de agentes de IA generativas, aplicados no atendimento e na parte de conversação dos seus negócios, com o objetivo de acelerar o atendimento e deixar os processos mais claros. Ele pontuou formas de automatizar essa quantificação para entregar resultados rápidos para o consumidor.
"Em um mercado onde o custo para adquirir novos clientes está se tornando cada vez mais alto, é fundamental que a gente tenha esse cuidado com o cliente que chega até o nosso negócio, que a gente consiga ter a maior taxa de conversão, quando os clientes chegam para a nossa empresa. Também, para que a gente possa vender mais vezes para esses clientes, e vender sempre pelo melhor valor possível".
Rafael Souza tratou da atuação da empresa Trion, que busca conectar a inteligência operacional com automação e, principalmente, análise de dados. Ele lembrou que a empresa precisa ser o teu processo estruturado para que a ferramenta possa ser efetiva. "A inteligência artificial vai potencializar a realidade da outra empresa. Mas se a outra empresa tem algum ruído, tem algum processo com dificuldade, ela deve potencializar isso também".
“O mundo hoje tem cada vez mais força de trabalho mais enxuta, maior concorrência do mercado e muitos players. Claro, quem não se adaptar terá mais dificuldade”, disse o presidente do Sistema Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Lembrando de uma reflexão tida no próprio evento, ele pontuou que as IAs não vêm com manual na utilização, e que é necessário estimular as empresas a utilizá-la. “A IA por si só não transforma nada. A gente a utilizando transforma ação em ganho real, em negócios”, disse. A mediação foi conduzida por Gelson Junqueira, coordenador de Desenvolvimento de Negócios na Fecomércio-RS.
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