As aplicações de estrangeiros em ações negociadas no Brasil bateram recorde no mês de outubro, somando US$ 9,705 bilhões, sendo o maior da série histórica desde 1947, segundo informações divulgadas pelo Banco Central (BC). O fluxo intenso de dinheiro no mês passado foi influenciado pelo lançamento de ações do Banco Santander e ocorreu em maior parte antes da vigência da taxação de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos estrangeiros em ações e renda fixa. A medida passou a valer a partir de 20 de outubro.
Também é recorde a aplicação de estrangeiros em ações totais, ou seja, as negociadas no País e as vendidas no exterior. O valor ficou em US$ 14,449 bilhões em outubro. No caso das American Depositary Receipts (ADR, sigla em inglês) o total chegou a US$ 4,744 bilhões. Por esse mecanismo, uma empresa brasileira registra ações na Bolsa de Nova York, embora mantenha os papéis depositados num banco no Brasil. Neste mês, o governo também decidiu cobrar IOF dos investidores que aplicarem em ações brasileiras negociadas na bolsa de Nova York. A medida passou a valer no último dia 19 e a alíquota é de 1,5%.
As aplicações em renda fixa negociadas no País, em outubro, chegaram a US$ 1,975 bilhão. Para o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, ainda é cedo para avalia o "impacto efetivo" da cobrança do IOF no fluxo de investimentos. Maciel acrescentou que além do IOF, há vários fatores que afetam esses investimentos, como o comportamento do câmbio e a expectativa de rentabilidade, por exemplo.
Neste mês, até o dia 18, o investimento de estrangeiros em renda fixa negociada no Brasil está em US$ 351 milhões. Já a aplicação em ações negociadas no país soma US$ 1,521 bilhão. Os investimentos em ações negociadas no exterior estão em US$ 1,736 bilhão.
Investimento estrangeiro no Brasil bate recorde em outubro
Lançamento de ações do Santander em outubro influenciou no resultado