A avaliação do governo do Estado é que o projeto possa contribuir para o crescimento da indústria gaúcha. "Devemos avançar no aumento da capacidade de geração em energia, o que é uma garantia para que a indústria possa crescer, a partir do aproveitamento das reservas no Estado", avaliou o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik.
A expectativa é gerar cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos durante a implantação de ambas as unidades. "A implantação das plantas geradoras contribuirá para a geração de empregos na metade Sul do Estado. Também acarretará no aumento da oferta de energia no extremo sul do Sistema Interligado Nacional", ponderou o secretário de Infraestrutura e Logística (Seinfra), Caleb de Oliveira.
Segundo o diretor de Infraestrutura e Energia da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), e gerente do projeto, Marco Franceschi, o Rio Grande do Sul concentra 89% do carvão do País. "Os projetos de térmica a carvão são grandes conglomerados internacionais que possuem os projetos completos", afirmou. "A quantidade do carvão que nós temos aqui é quase um pré-sal, e nós temos que utilizar este mineral", finalizou.
As duas empresas pretendem disputar o próximo leilão de energia realizado pelo governo federal, previsto para ocorrer em 29 de agosto. Caso saiam vencedoras, a expectativa é de que as novas unidades entrem em operação em 2016.
Com informações do repórter Gabriel Jacobsen