Apesar de a inflação ter diminuído e, com isso, o poder aquisitivo dos porto-alegrenses ter melhorado na segunda semana de agosto em relação à primeira, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou a segunda menor queda entre as sete capitais pesquisadas (-0,05%), ficando atrás somente de São Paulo (-0,04%), segundo a Fundação Getúlio Vargas. O resultado foi 0,11 ponto percentual inferior ao divulgado na primeira semana de agosto, que foi de 0,06%. Enquanto isso, o índice em Salvador caiu -0,22%.
“O consumidor pôde comprar mais nesta segunda semana com o mesmo dinheiro que usaria na anterior, porém a queda foi muito baixa em relação a outras capitais”, explicou o coordenador da Divisão de Gestão de Dados do Ibre em Porto Alegre, Marcio Fernando Mendes da Silva. O que segurou a inflação em Porto Alegre e a transformou em deflação, segundo ele, foram os alimentos e o vestuário. “As liquidações de inverno baixaram os preços”, explicou. Dentre os vegetais que tiveram queda, o que mais reduziu o valor foi a batata inglesa -15,77%
Nesta edição, outras classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Alimentação e Saúde e Cuidados Pessoais, cujas taxas passaram de -0,22% para -0,70%, e de 0,61% para 0,37%, respectivamente.
A análise desse resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Despesas Diversas; 0,60%, Transportes; 0,56%, Saúde e Cuidados Pessoais; 0,37%, Educação, Leitura e Recreação; 0,32% e Habitação; 0,06%.
IPC-S em Porto Alegre cai, mas resultado é o segundo pior do Brasil
Poder aquisitivo dos porto-alegrenses aumentou pouco em relação a outras capitais