O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,31% em maio e registrou a menor variação para o mês desde 2007, quando ficou em 0,28%, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa acumulada pelo IPCA no ano foi de 1,42% até maio. Já o acumulado nos 12 meses até maio passado (3,60%) é a taxa mais baixa desde maio de 2007, quando o acumulado foi de 3,18%. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, a última vez que a taxa em 12 meses do IPCA ficou na casa dos 3% foi em julho de 2007.
Preço dos serviços
Segundo o IBGE, os preços dos serviços tiveram alta de apenas 0,05% no IPCA de maio e acumulam alta de 5,62% em 12 meses. A alimentação fora de casa subiu apenas 0,06%, segurando os preços do grupo Alimentação e Bebida, que teve deflação de 0,35% em maio - puxada pelo recuo de 0,56% na alimentação em casa.
A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, destacou que a recessão, o desemprego e a renda em queda puxam a demanda para baixo, com peso nos preços, mas as passagens aéreas também favoreceram a inflação de serviços de maio. Marcadas pela volatilidade, as passagens aéreas caíram 11,81%, puxando o grupo Transportes pra baixo (-0,42%) no IPCA de maio.
"A inflação de serviços é mais resistente", disse Eulina, lembrando que parte da resistência vem da indexação de contratos, que tende a perder força de alta à medida que a inflação arrefece. "O mais relevante é que, de todo modo, os serviços estão acompanhando a linha decrescente da inflação", completou a pesquisadora.
Vestuário avança 0,98%
Além do item energia elétrica, o grupo Vestuário também contribuiu para pressionar o IPCA de maio para cima. Outros grupos com variações positivas foram Educação (0,08%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), puxado pela alta de 0,82% nos remédios, que refletiram "parte do reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo", segundo nota do IBGE.
IPCA de maio é o mais baixo para o mês desde 2007, revela IBGE
Última vez que taxa ficou na casa dos 3% foi em julho de 2007