O Brasil evoluiu na capacidade de gerar energia elétrica, mas ainda precisa fazer mais para afastar o risco de apagões. As avaliações estão no Comunicado 51 - Setor Elétrico: Desafios e Oportunidades, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentado em São Paulo. O estudo da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro teve por base o marco regulatório para o setor na década de 90.
Apesar do marco que tinha como foco atrair investidores privados, a crise do racionamento gerou dúvidas sobre benefícios. Economistas do Ipea diagnosticam que a crise do racionamento no início dos anos 2000 trouxe preocupações quanto à capacidade da reforma elétrica.
Mesmo que a espinha dorsal da reforma não tenha sido modificada, o Ipea afirma que as mudanças dessa década ficaram limitadas ao mercado atacadista. "A confiabilidade do suprimento elétrico segue insatisfatória e apresenta trajetória de custo crescente, o que põe em risco a competitividade do parque industrial", destacou o diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers. Para o Ipea, há problemas na rede básica de transmissão e na distribuição. "Centros de consumo da região Sul-Sudeste estão se tornando dependentes do suprimento de blocos da Amazônia, o que exige reforço na rede de transmissão para evitar blecautes similares ao de novembro de 2009". avisou.
Ipea aponta risco de novos apagões
Para Instituto, mudanças dos anos 90 ficaram limitadas ao mercado atacadista