Economia

Irlanda terá eleições após aprovação do orçamento em 2011

Primeiro-ministro anunciou planos de dissolver Parlamento para que povo escolha novos representantes

Premier irlandês anunciou planos de dissolver Parlamento para que povo escolha novos representantes
Premier irlandês anunciou planos de dissolver Parlamento para que povo escolha novos representantes Foto : Peter Muhly/AFP
O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, disse nesta segunda-feira que dissolverá o Parlamento logo depois da aprovação da lei orçamentária, no início de 2011, descartando a realização de eleições gerais "imediatas". "É minha intenção depois de concluído o processo orçamentário, com a promulgação da lei, trabalhar, no ano novo, pela dissolução do parlamento, permitindo ao povo determinar quem deverá assumir a responsabilidade pelo período que teremos pela frente", afirmou.

Cowen também confirmou que seu governo apresentará, na quarta-feira, um plano de austeridade para os próximos quatro anos, e que em 7 de dezembro revelará o orçamento que deverá ser votado pelos deputados após o recesso de final de ano. Diante disto, a imprensa prevê que as eleições ocorrerão em fevereiro ou março.

O anúncio de Cowen seguiu-se após um dos membros da minoria da coalizão governamental, o Partido Verde, pedir a realização de eleições antecipadas na segunda quinzena de janeiro de 2011, no dia seguinte à aprovação de um polêmico resgate internacional para ajudar a Irlanda a sanear sua dívida excessiva.

Os Verdes apoiavam até agora a coalizão no poder: seus seis deputados são considerados indispensáveis para a sobrevivência política do partido de Cowen, o Fianna Fail. Além dos Verdes, a formação de centro-direita tem o apoio de apenas uns poucos deputados independentes para reunir a maioria parlamentar, reduzida hoje a três assentos.

Segundo uma pesquisa publicada no domingo, este partido conta com 17% das intenções de voto e os Verdes, com 3%, muito atrás do Fine Gael (33%), maior força de oposição, dos trabalhistas (27%) e do Sinn Fein (11%). Os dois últimos anunciaram que são contrários ao resgate internacional.

O líder dos Verdes disse, entretanto, que dará tempo ao governo para encerrar seus temas pendentes: os detalhes do plano de ajuda internacional da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), aceito no domingo, e um novo programa de ajuste quadrienal. "Deixar o país sem um governo quando estes assuntos seguem sem resolução seria muito prejudicial e quebraria nossas obrigações morais", disse.

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