Economia

JAC promete preços "muito competitivos" para carros feitos no Brasil

Presidente garante que modelos produzidos no País terão excelente custo-benefício

O presidente da JAC Motors no Brasil, Sergio Habib, disse nesta quarta-feira, 16, que os novos modelos que a montadora vai produzir no País terão um preço "muito competitivo". Ele não adiantou se serão mais baratos que os atualmente comercializados no País, importados da China.

"Já temos um preço muito competitivo, e os carros com produção nacional também serão lançados com preço muito competitivo", disse, durante cerimônia, no Espaço Unique, em Salvador, de anúncio da instalação da unidade da fábrica, com a presença do governador do Estado, Jaques Wagner. "Garanto que será uma relação custo-benefício excelente."

Segundo Habib, os modelos a serem produzidos no País serão totalmente diferentes dos atuais. "Serão modelos feitos especialmente para o mercado brasileiro", afirmou, ressaltando que, em uma segunda etapa, os modelos serão exportados para Argentina e México.

A JAC aposta no crescimento das vendas de veículos no Nordeste para aumentar sua participação no mercado brasileiro. Habib acredita que Salvador logo se tornará o terceiro maior mercado do Brasil, já que a cidade é a terceira maior do País em termos de população. Segundo ele, enquanto o mercado de automóveis cresceu 25% em Belo Horizonte desde 2004, em Salvador, as vendas mais que dobraram no mesmo período e triplicaram nos últimos 12 anos.

Presente ao evento, o governador da Bahia, Jaques Wagner, elogiou a "coragem e rapidez" da JAC Motors em instalar uma fábrica no País, depois da decisão do governo de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados. Na avaliação dele, embora não haja nenhuma confirmação de que a montadora terá um desconto no IPI e um prazo maior para se adequar ao índice de nacionalização de 65%, a negociação com o governo federal deve ser mais fácil.

"A expectativa é que esse processo negocial aconteça, mas isso não foi impeditivo para a tomada de decisão da empresa. Sempre fica melhor, para o ambiente negocial, não ficar parado esperando alguma coisa. Em cima de ambientes concretos, fica mais fácil de negociar", afirmou, ressaltando, porém, que a decisão cabe à presidente Dilma Rousseff.

Wagner disse que a Bahia ofereceu as mesmas condições que outros Estados para atrair a fábrica, tais como incentivos, infraestrutura e rapidez nas respostas. Segundo ele, são as mesmas condições oferecidas à Ford, que também está instalada no Polo de Camaçari. O governador negou que tenha imposto cláusulas ao investimento, mas admitiu que a intenção é "baianizar" o máximo possível da produção. "Queremos que a ampla maioria dos funcionários sejam baianos. Se falta qualificação, vamos qualificar", afirmou. Ele também citou como exemplo os uniformes dos trabalhadores que, preferencialmente, devem ser feitos na Bahia, em sua opinião.

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