Economia

Justiça suspende demissões das Casas Bahia e restringe cortes

Decisão do TRT da 10ª Região paralisa desligamentos em massa e impõe restrições para futuras ações sem negociação com sindicatos

Casas Bahia protocolou, no domingo, 16, um pedido de recuperação judicial
Casas Bahia protocolou, no domingo, 16, um pedido de recuperação judicial Foto : Fabiano do Amaral / CPMemória

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu provisoriamente, na terça-feira, 18, as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada e restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais. Procurado, o Grupo ainda não se manifestou sobre a decisão.

A companhia protocolou, no domingo, 16, um pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

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Restrições e alternativas da empresa

No processo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) afirmou que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia. Diante deste cenário, o Grupo Casas Bahia busca alternativas para sua situação financeira.

A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, determinou que a empresa tem cinco dias a partir da intimação para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos. Segundo o documento, a medida não implica reabertura das lojas encerradas nem retorno físico automático aos antigos postos de trabalho. Caso não cumpra a decisão, a Casas Bahia poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido.

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