A empresa de 131 anos luta há décadas para lidar com a concorrência emergente no segmento fotográfico, o que se acentuou com o surgimento da tecnologia digital. Porém, a cartada final - uma tentativa de se transformar em uma empresa que vende impressoras - revelou-se algo demasiadamente caro em meio às vendas em declínio do filme fotográfico e às caras obrigações pagas aos funcionários aposentados.
O pedido de concordata é um revés para o presidente executivo, o espanhol Antonio Perez, que assumiu o cargo de executivo-chefe da Kodak em 2005. Ele havia trabalhado por 25 anos na Hewlett-Packard Co., ajudando a contabilizar mais de 7 bilhões de dólares em valor de mercado para a HP. Na Kodak, contudo, não conseguiu repetir o feito.
Incertezas sobre a estratégia utilizada por Perez para tentar levantar o setor de impressoras da empresa levanta questões sobre o destino dos cerca de 19 mil funcionários da companhia. A operação também representa riscos para os aposentados da Kodak, dando margens à possibilidade de a empresa tentar fugir de suas obrigações sobre as pensões e a assistência médica dos trabalhadores perante o Tribunal.
A empresa, que entrou com o pedido de concordata no Tribunal de Falências dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova Iorque, disse que obteve 950 milhões de dólares em financiamento do Citigroup e que continuará a operar seus negócios.
"A recuperação econômica da empresa visa impulsionar a liquidez nos Estados Unidos e no exterior, obter capital não estratégico proveniente de propriedade intelectual, equacionar os passivos herdados e permitir que a empresa se concentre em suas linhas de negócios mais valiosos", disse o comunicado emitido pela Kodak. As informações são da Dow Jones.