“A guerra cambial não acabou. Mas a partir deste documento (definido hoje nas reuniões da cúpula) poderemos usar instrumentos para acabar com essa guerra. Esta política do 'salve-se quem puder' acaba sendo contraproducente. É melhor recuar (muitas vezes) e não permitir que a guerra vá adiante”, disse o ministro ao fazer um balanço sobre o G20.
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Barack Obama, dos Estados Unidos, Hu Jintao, da China, entre outros líderes mundiais, como a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, assinaram o documento final da cúpula com uma série de compromissos. Um deles é que no próximo semestre será apresentada uma espécie de balanço econômico de cada país. De acordo com Mantega, inicialmente a China resistiu à ideia.
“Quando for feito o monitoramento das transações correntes, a questão cambial também vai ser analisada”, afirmou o ministro. Mantega disse ainda que houve “amplo entendimento” entre os países. “Há um esforço em buscar o desenvolvimento mundial. A cúpula coloca recomendações para que caminhemos nessa direção, principalmente na questão do desequilíbrio de moedas e câmbio”, disse.
O ministro destacou que na reunião do próximo semestre serão apresentadas propostas sobre eventuais medidas que devem ser adotadas para evitar o desequilíbrio global. “Os ministros das Finanças deverão sugerir, até o fim do primeiro semestre de 2011, as medidas que devem ser adotadas para evitar o desequilíbrio. Os chineses queriam um prazo maior”, acrescentou.