Solicitada pelos jornalistas para que enumerasse as mudanças que planeja realizar durante o mandato, a diretora disse que manterá a política econômica anterior. Segundo Lagarde, os dois temas prioritários para a economia mundial são a dívida pública, "com atenção particular para a zona euro" e Grécia, e, em seguida, o reaquecimento das economias emergentes, expostas "ao risco da inflação importada".
Lagarde, contudo, mencionou problemas priorizados pelo antigo número um do Fundo, como o emprego e as questões sociais como componentes periféricos da visão econômica tradicional sobre a situação de um país. "O emprego é uma questão essencial para o Fundo", disse Lagarde. "O desemprego, contudo, está elevado em muitos lugares e como consequência disso há muito por fazer", disse.
Lagarde disse também que quer manter a cooperação iniciada por Strauss-Kahn com a Organização Internacional do Trabalho no verão de 2010. Em uma entrevista para a France 24, a diretora-gerente do FMI disse que teve uma conversa telefônica com o antecessor "sobre alguns assuntos pendentes e sobre um certo número de reformas que havia proposto".
Entre os planos, há ainda uma nova maneira de exercer suas funções. "Uma diferença que me surge imediatamente é o estilo de direção, porque sou uma pessoa diferente, provavelmente mais inclinada para a integração, para o trabalho em equipe", disse. "Com a diversidade vem o respeito pelo outro (...) e me assegurarei de que cada um continue sendo respeitado.”
A nova diretora disse que seguirá de perto a formação (do FMI) sobre a ética. "Eu estabeleci o mesmo em meu gabinete de advogados" (Baker & McKenzie, onde presidiu o comitê executivo mundial de 1999 a 2004), disse. A diretora-gerente se recusou a fazer comentários sobre a evolução do caso de agressão sexual contra Strauss-Kahn.