O segundo e último dia do GovTech Summit, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre, nesta sexta-feira, teve como destaque o lançamento do GovTech Place, por meio de um acordo de cooperação entre o GovTech Hub e o governo do Reino Unido. Por meio do marketplace, governos podem buscar startups com soluções disruptivas a eventuais demandas.
“O lançamento do GovTech Place é a primeira etapa deste projeto construído de forma conjunta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do RS (Fapergs), Tecnopuc e demais parceiros. A plataforma é uma ferramenta importante porque é uma vitrine que vai estar disponível para o setor público. É um espaço de aproximação e conexão com o segmento público”, comentou a fundadora e CEO do GovTech Lab e Head do GovTech Summit, Téo Foresti Girardi.
Tanto no discurso de abertura, na manhã de quinta-feira, quanto no lançamento da plataforma, na sexta, foi abordado o valor de US$ 9 trilhões em mercado para soluções govtech, o que demonstra o potencial da demanda para estas companhias, independentemente do tamanho. “Nem todas as empresas hoje fornecem tecnologia para o setor público, então há aí um mercado com muito potencial”, observou ainda ela.
O lançamento é a primeira etapa do projeto, sendo que as próximas incluem o desenvolvimento de formas de contratação e integração com inteligência artificial, de maneira a agilizar a transparência e promover eficiência. Entre as entidades presentes no evento, esteve o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RS (Crea-RS), cuja presidente, Nanci Walter, destacou durante o summit a importância do trabalho da engenharia na reconstrução do Rio Grande do Sul.
“Temos o privilégio de termos, em nosso ecossistema, profissionais e lideranças que têm esta percepção de unir forças em prol de reconstruir o RS”, comentou ela. De acordo com Nanci, o Crea-RS também está lançando uma comissão empresarial, reunindo representantes de diversas entidades, algo que outros Estados já possuem.
A presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, disse também do papel da indústria neste processo. “Queremos causar um impacto ambiental positivo, com muita inovação, infraestruturas resilientes, e educação que perspasse gerações. Depois das enchentes de maio de 2024, ficou mais do que provado que precisamos muito disto”, afirmou Daniela.