Economia

Levy explica à Moody's o momento delicado da economia brasileira

Agência de classificação de risco avalia que fraco desempenho vai continuar até meados de 2016

Segundo o ministro, a economia brasileira está se adaptando
Segundo o ministro, a economia brasileira está se adaptando Foto : José Cruz / Agência Brasi /Divulgação / CP
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quinta, que a reunião com representantes da agência internacional de classificação de risco Moody's, que aconteceu em Brasília, foi boa e que ele explicou o momento vivido pela economia brasileira. "A conversa com a Moody's está bem. Tenho explicado os desafios no curto prazo", disse em entrevista à rádio CBN. "O setor financeiro às vezes fica um pouco aflito, mas isso (as reuniões) é parte da travessia", completou.

Segundo o ministro, a economia brasileira está se adaptando. "Não tivemos um fiscal muito apertado, o fiscal deu uma organizada", disse. Levy comentou que a arrecadação tem ficado um pouco abaixo das expectativas, mas que o movimento é natural, pois "há muita incerteza". "A arrecadação tem sido frustrada além do ciclo econômico. E a arrecadação está sendo frustrada em parte porque as empresas estão querendo ficar líquidas", afirmou.

Pela avaliação da agência, o fraco desempenho da economia do Brasil vai continuar a influir sobre os resultados das empresas brasileiras, pelo menos até meados de 2016. No relatório divulgado, eles apontam para um cenário coincidirá com incertezas políticas, inflação e deterioração da confiança de investidores. A agência espera que o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, tenha queda de 1,8%, em 2015, e crescimento de 1% em 2016.

Para a Moody's, a investigação da Operação Lava Jato levou os investidores a ficarem mais cautelosos em relação a empresas não financeiras do Brasil, limitando o acesso das companhias aos mercados globais.

A agência também considera que a confiança do consumidor e o poder de compra deterioraram-se, influenciados pelo aumento das dívidas das famílias, pela alta de juros, pela inflação e pelo desemprego.

Para Levy, parte das incertezas está em saber "qual vai ser o jogo daqui para frente". Segundo ele, é preciso tomar medidas que permitam que o País avance casas neste "jogo". "Às vezes tem uma rodada que manda voltar uma casa para trás e a gente quer andar para frente", disse.

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