Economia

Liquida Porto Alegre chega ao fim com desempenho produtivo e movimentação de lojas

Campanha promovida pelo CDL POA encerra neste sábado

Houve adesão de cerca de 4,5 mil lojas na Capital
Houve adesão de cerca de 4,5 mil lojas na Capital Foto : Pedro Piegas

Encerra neste sábado a 29ª edição do Liquida Porto Alegre, considerada a maior liquidação de rua do Brasil. A campanha, promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), contou com participação superior à prevista: houve adesão de cerca de 4,5 mil lojas. Alguns estabelecimentos devem seguir com promoções nos próximos dias para contemplar os clientes que ainda não receberam seu salário.

A entidade ainda não possui números de indicadores de vendas, mas realizou percepções da movimentação das lojas e do fluxo de shoppings. De acordo com o presidente, Carlos Klein, foi uma campanha produtiva e com movimentação superior a do ano passado.

“A gente percebeu muitas lojas bem sinalizadas com a campanha no ar, oferecendo descontos bastante convidativos para o consumidor. Nos empreendimentos, a gente percebeu uma semana toda de movimentos. A gente conversou com alguns shoppings e, na semana passada, foi um dos finais de semana de maior fluxo de pessoas circulando. Já mostra o apelo da promoção”, afirma.

Vendedor de uma loja de rede de alfaiataria masculina, Luis Antônio Moraes calcula que as vendas aumentaram de 50 a 70% em comparação com o mês anterior. “Aumentou muito o movimento, o fluxo. Comentamos que nos outros meses geralmente é o contrário, depois do dia 15 cai o movimento, e agora foi ao contrário”, conta. Ele acredita que, além da campanha, o retorno do movimento ao Centro Histórico pós-carnaval contribuiu para as vendas. “As pessoas vinham até a loja perguntando sobre o Liquida, e também porque estavam retornando de viagem”. Os maiores descontos e procuras foram em camisas, polos, camisetas, calças, sapatos e trajes.

Para outros lojistas, no entanto, o cenário foi um pouco diferente, com menos vendas do que o esperado. Isso passou Antônio Elói, gerente da filial de uma rede de calçados localizada na rua dos Andradas. "Esse ano foi um pouco abaixo dos outros anos. Não sei se foi por causa do carnaval, mas não foi tão bom como nos outros anos. Mas sempre ajuda", reconhece. Os itens mais procurados foram tênis e sapatos femininos, com promoções de leve três e pague dois. "Isso deu uma elevada na venda, foi uma campanha legal”.

"A gente contava que fosse um pouco melhor as vendas", diz Pâmela Dominique, gerente de uma loja de roupas na Praça da Alfândega. A loja também fez a promoção leve três e pague dois. Ela lembra, no entanto, que o estabelecimento geralmente tem vendas maiores no inverno. "Não foi o esperado, mas também não foi da gente sair no prejuízo também”, reconhece.

Para o presidente Carlos Klein, o período da campanha foi considerado assertivo justamente por ser no período pós-carnaval, em que a volta às aulas e término das férias aumenta o fluxo e auxilia nas vendas. Ele lembra que fevereiro é considerado “o pior mês do ano” para as vendas, com 30 a 40% de queda em relação a um a um mês normal de vendas. “A gente percebe que consegue cumprir com com o nosso papel de fortalecer as vendas do varejo nesse período”, diz.

Na sua avaliação, a campanha foi considerada produtiva. “Foi um ano produtivo, com maior movimentação, justamente pela por essa questão da data”. Ele lembra, também, que com a taxa Selic alta, a maior dos últimos 15 anos, muitos lojistas, principalmente os que trabalham com produtos sazonais, para que não deixem o estoque parado, apostam em promoções. “Com a Selic nesse patamar, o capital de giro fica mais alto. Então, é muito mais vantajoso para esse lojista oferecer um desconto agressivo e transformar esse estoque em capital de giro”, diz.

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Corrida de rua temática deve permanecer

Para fazer jus ao slogan “maratona de ofertas”, a iniciativa se aliou ao coletivo Salve Corre e promoveu uma edição temática de corrida na última quinta-feira, com percursos de 4 e 6 quilômetros por ruas do Centro Histórico. Foram mais de 600 inscritos na corrida. “Foi para a gente uma surpresa enorme enorme, ver o Centro Histórico de Porto Alegre e as ruas lotadas, com a corrida acontecendo nos principais eixos comerciais”, diz Klein. O evento deverá permanecer nas próximas edições, afirma o presidente.

“A gente chega a 30 anos [de campanha] com vários objetivos, mas o principal deles é fazer com que todo mundo ganhe. Ganha o empreendedor que vende seu estoque, que aumenta suas vendas no mês de fevereiro, ganha o consumidor que consegue bons descontos e boas condições de negociação nesse período”, complementa.

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