Pelos dados da OIT, a Alemanha, o Brasil, a Indonésia, a Rússia, a Turquia e, recentemente, os Estados Unidos registraram queda nas taxas referentes ao desemprego. O estudo também destaca o elevado aumento do emprego informal nos países emergentes, atingindo uma média de 45% em oito dos países do G20. Em todos os países do G20 há mudanças na chamada composição do setor do emprego, de acordo com o relatório da OIT, ressaltando que os serviços públicos têm sido uma importante fonte de criação de emprego a partir de 2010.
De acordo com a OCDE e a OIT, as taxas de desemprego aumentaram de uma forma geral nas economias mais ricas em aproximadamente 1,5%. Os órgãos ressaltaram ainda que houve um aumento nos níveis de subemprego, o que preocupa os especialistas pela instabilidade causada aos trabalhadores. "A Cúpula do G20 terá oportunidade de abordar as causas da persistente fraqueza da economia global", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. "Agora está claro que o caminho é por meio de uma maior integração entre as políticas econômicas e sociais, com foco nos investimentos produtivos, de emprego e trabalho decente." Segundo Juan Somavia, em todos os países do G20, a taxa de desemprego entre jovens é duas ou três vezes maior que a entre adultos.