A direção do porto precisou redistribuir os veículos para evitar a falta de espaço, já que a capacidade do local é para cinco mil carros. A situação deve piorar, já que na quinta-feira, está prevista a chegada de mais um navio com 2,7 mil modelos Agile. Não está descartada a utilização de outros espaços do porto para o estacionamento.
No mesmo dia, uma reunião entre os governos brasileiro e argentino, em Brasília, vai tentar pôr fim ao impasse. Conforme a assessoria do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o secretário-executivo, Alessandro Teixeira, e o secretário de Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, discutirão o problema.
Até lá, o governo brasileiro vai consultar o setor privado para discutir a proposta do governo argentino de estabelecer cotas para os setores mais sensíveis, como máquinas e implementos agrícolas. Ambos já decidiram flexibilizar as barreiras impostas à entrada de produtos, mas na prática o acordo não agilizou a emissão das guias de importação para veículos fabricados no país vizinho.
O Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX), orgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), tem prazo de 60 dias para emitir as guias. Antes dos embargos comerciais, as autorizações eram emitidas de forma automática.