O governo já tinha elevado, no último dia 29, o imposto para empréstimos de até um ano para 6,38%, como forma de reduzir a forte entrada de crédito externo barato no Brasil. "Esta porta de entrada de recursos neutraliza medidas do Banco Central. Você restringe dentro do Brasil, mas toma dinheiro lá fora; e existe muito crédito no mercado internacional", avaliou Mantega.
"Além de reduzir o fluxo de dólares para o Brasil, a gente está afunilando este canal. Esta porta de entrada", para evitar que empresas façam a "arbitragem" dos juros e inundem o mercado com dólares. "É melhor um fluxo positivo do que negativo, mas o governo tem que agir para evitar exageiros, pois esta medida afeta o câmbio e o crédito." Mantega também avaliou que a injeção de recursos afeta concessão de crédito ao consumidor e, em excesso, isto pressiona a inflação.
O ministro da Fazenda rechaçou novamente a possibilidade de taxação de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), embora exista a possibilidade de parte desses recursos estarem sendo direcionados a operações de arbitragem. "Não estamos taxando com IOF os ingressos de IED, mas é claro que se verificarmos que há arbitragem com esses recursos, poderemos estudar medida, mas não se cogita isso por enquanto", disse Mantega.