"Vamos conversar com os colegas sobre o ingresso de novos países ao FLAR, como o Brasil e a Argentina, para que aumente o poder de fogo e possa proteger os países com recursos das nossas reservas", relatou Mantega, ao desembarcar em Buenos Aires (Argentina), onde será instalado o Conselho de Economia e Finanças da Unasul. O FLAR é composto por Bolívia, Colômbia, Peru, Costa Rica, Equador, Uruguai e Venezuela.
"Podemos adotar o FLAR, que já existe, ou partir para algo mais ambicioso, mas acho que devemos começar pelo o que já existe, porque é mais rápido", disse ele.Técnicos do governo argentino avaliam que o FLAR poderia chegar a US$ 20 bilhões, mas Mantega considerou a cifra muito elevada. "Pelas regras hoje, é impossível colocar US$ 20 bilhões porque existem cotas dos países que chegam ao limite máximo de US$ 500 mil por país", analisou. A proposta dos países menores é de que Brasil e Argentina aportem maiores volumes. O FLAR possui entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, segundo estimativas de Mantega.
Mantega se mostrou propenso à criação de um fundo de maiores proporções, mas nos moldes do asiático. "O mecanismo dos asiáticos é mais forte, superior a US$ 200 bilhões, mas ele foi constituído em 2010, depois da crise. Acho que nós não precisamos destas quantias, porque lá eles têm China, Japão, Coreia. Acho que aqui, nossas necessidades são menores porque o conjunto de países também são menores. Então, precisamos olhar para as necessidades locais", detalhou.