Segundo o ministro, o sistema de metas não se move pelo gasto fiscal, mas sim pela inflação. Ele disse que o Banco Central tem de olhar para a inflação ao decidir sobre a taxa de juros e que a inflação no Brasil está sob controle. "É claro que se tiver gastos fiscais desgovernados, a inflação sobe. Não é o caso do Brasil. A inflação está sob controle", declarou. O ministro comentou os recentes aumentos dos preços dos alimentos principalmente arroz e feijão e brincou: "O brasileiro está comendo demais".
Em seguida, explicou que os alimentos têm variação sazonal de entressafra e lembrou que no começo do ano os alimentos pressionaram para cima a inflação, depois pressionaram para baixo e agora voltam a pressionar para cima. Mas ressaltou que não se trata de inflação de demanda. Ele insistiu na tese de que os gastos do governo não têm impacto inflacionário e disse que a inflação não está se movendo no País por causa de demanda. E ponderou ainda que não significa que não haja preocupação com o gasto fiscal do governo, declarando que o Ministério da Fazenda é o que mais se preocupa com os gastos fiscais.
O ministro da Fazenda disse ainda que o Brasil está fazendo superávit primário e ponderou que os EUA, por exemplo, apresentam déficit fiscal e nem por isso estão elevando os juros.