Segundo Mantega, o entendimento é o de que o fundo de estabilização europeu e o Banco Central Europeu (BCE) precisam atuar mais. O ministro afirmou que, como a Europa não conseguiu resolver o problema da Grécia, não houve proposta concreta para reforçar o FMI. "Não quer dizer que isso não possa acontecer no futuro", afirmou o ministro.
Mantega informou que os recursos não seriam apenas para os países europeus, mas para todas as nações que precisem de dinheiro em caso de crise. Ele destacou que já está havendo uma saída de capital dos países emergentes, o que poderia levar essas economias a precisarem de recursos. Mas garantiu que nenhum país chegou a definir cifras para reforçar o FMI.
Mantega disse, ainda, que a crise na Europa "piorou um pouquinho e já está havendo saída de capitais de países emergentes que não têm reservas internacionais fortes". "Não é do Brasil", afirmou, em rápida entrevista ao chegar ao Ministério da Fazenda.
O ministro admitiu que a crise europeia não está sendo resolvida satisfatoriamente. Ele lembrou que a Europa nem resolveu o problema da Grécia e terá de enfrentar agora a crise na Itália. "Os europeus estão deixando a crise degringolar", disse.
Mantega reconheceu que a Europa tem os seus problemas políticos para serem resolvidos, mas foi enfático ao lembrar que a crise já está afetando os emergentes. Segundo ele, a saída de capitais afeta o câmbio, mas o ministro não quis avaliar a situação específica do real.