Economia

Mantega nega que economia esteja superaquecida

Ministro disse que país caminha para um ritmo sustentado de crescimento

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a avaliar nesta terça-feira que o ritmo de crescimento econômico do Brasil desacelerou. "Não há superaquecimento, temos um aquecimento saudável", afirmou, em rápida entrevista ao deixar a sede do Ministério da Fazenda, em Brasília. Ele destacou que a economia já reduziu o ritmo de expansão verificado no primeiro trimestre de 2010. "No segundo trimestre, já teremos um ritmo bem menor de crescimento, de 1%, 1% e pouco, contra 2,7% no primeiro trimestre", avaliou. O ministro disse que a economia brasileira caminha para um ritmo sustentado de crescimento, em torno de 6% a 6,5% ao ano.

O ministro destacou a queda nos preços dos alimentos, que têm puxado para baixo os índices de inflação, conforme o IPCA-15 divulgado hoje. "O índice vem caindo em relação aos meses anteriores, portanto, o que estamos vendo é uma queda dos preços dos alimentos que está puxando a inflação para baixo, o que já era esperado", disse o ministro, em rápida entrevista ao deixar o Ministério da Fazenda. "Não é nenhuma novidade que tenhamos superado o choque de oferta de alimentos por causa das chuvas de início do ano", completou.

Inflação

O ministro explicou ainda que a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de manter a meta de inflação para 2012 em 4,5% foi tomada porque "esta é a meta que está dando certo". De acordo com ele, o porcentual é suficiente para manter a inflação sob controle e permitir a expansão da economia. "Isso sem colocar o Banco Central em uma saia justa ou em uma camisa de força", comentou.

Mantega lembrou que neste ano a inflação sofreu algumas alterações em função do choque de oferta. "Se a meta fosse mais apertada, o juro seria mais apertado", comparou. Para 2010, o ministro previu que a inflação ficará acima do centro da meta (4,5%). "Deve ser entre 5% e 5,5%, aproximadamente. Não sabemos", salientou, acrescentando que a projeção para a inflação de 2011 está em 4,6%. "A meta é razoável para cumprirmos o objetivo."

O ministro falou ainda que a decisão pela estabilidade da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), em 6% ao ano para 3º trimestre, teve as mesmas premissas. "A TJLP não reflete oscilações momentâneas. Para uma taxa de longo prazo, 6% é um bom patamar", avaliou.

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