No mês passado, durante o encontro do Brics (grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) nos Estados Unidos, Mantega defendeu o fortalecimento do Fundo, que passaria a ter mais condições financeiras para tratar dos problemas causados pela crise e que podem afetar não só “os países mais avançados, mas também os emergentes mais fracos”, que precisarão de suporte financeiro em caso de agravamento da crise.
Nessa segunda-feira, após duas reuniões com a presidenta Dilma Rousseff, Mantega confirmou que o assunto poderá ser discutido durante a reunião do G20 em Paris. Ele voltou a criticar a demora dos europeus em adotar medidas e destacou que “a crise é crônica e não terá curta duração”. Para o ministro, é importante que os governos trabalhem para evitar que a crise entre em uma fase aguda - de quebra de bancos e de países - e o cenário volte a ser o mesmo vivido em 2008.
Mantega disse que existe o perigo da crise reduzir ainda mais o comércio mundial, com reflexos em países emergentes como a China. Para ele, a desaceleração do crescimento chinês afetaria as exportações brasileiras. “Temos que torcer para que a economia chinesa não tenha uma desaceleração, porque, aí sim, nos afeta”, disse.
Nesta quinta-feira, Mantega terá uma reunião de coordenação com a comitiva brasileira e na sexta-feira, um encontro com o ministro da economia francês, François Baroin. Depois, participará de um jantar com ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais do G20. No sábado, no Ministério da Economia, Finanças e Indústria da França, Mantega terá mais um encontro de trabalho com os participantes do G20 e retornará ao Brasil no domingo.