Economia

Medicamentos ficam mais caros no Estado até sexta-feira

Reajuste que varia entre 3,54% e 6% atingirá cerca de 20 mil itens

Até sexta-feira, cerca de seis mil farmácias do Rio Grande do Sul - sendo 900 em Porto Alegre - estarão com as novas tabelas de preços dos medicamentos. O reajuste autorizado no dia 31 de março pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) deverá atingir cerca de 20 mil itens, com preços controlados pelo governo. O percentual de aumento oscila entre 3,54% e 6%.

O secretário executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sinprofar/RS), Guilherme Leipnitz, explica que chegou a ocorrer falta de remédios nas farmácias. “As distribuidoras e os laboratórios estavam esperando o anúncio do índice pelo governo e alguns produtos chegaram a faltar”, comenta. Segundo Leipnitz, as farmácias já receberam as listas dos medicamentos e existem três tipos de índices que foram oficializados pela Cmed, que é coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os remédios com menor concorrência no mercado sofrerão reajuste de 3,54%, os que estão na categoria intermediária terão aumento de 4,77% e os medicamentos com maior disputa no mercado subirão 6%. Se não houver alteração nas regras, os reajustes são válidos para os antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos e ansiolíticos. Os medicamentos fitoterápicos e os homeopáticos não são submetidos ao aumento.

Conforme o Sinprofar/RS, o reajuste dos remédios já pode ser praticado nas farmácias, porque a indústria já está autorizada a cobrar valores mais altos, já que o reajuste de preços foi publicado no Diário Oficial da União.

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