Meirelles salientou que o Brasil é um País que tem respeitabilidade internacional, bem como o BC, que tem o respeito dos órgãos internacionais. "Isso (a saída do BC) não é algo para ser anunciado em momento inadequado, gerando incertezas e custos desnecessários ao País", alegou. "É uma decisão pessoal minha. Estou feliz, gratificado. Tenho recebido enormes manifestações de carinho dentro e fora do BC, nas ruas, no exterior", enumerou.
O presidente acredita que o BC conclua agora mais esse ciclo, com sua saída, um ciclo que conceituou como de "sucesso". Segundo ele, a saída foi acertada com a presidente eleita Dilma Rousseff. "Já conversamos longamente", afirmou, sem, no entanto, dizer se a conversa foi ontem ou hoje. Meirelles disse ainda que o anúncio da nova equipe será feito pela nova presidente da República mais tarde e que não seria elegante de sua parte dar pistas a respeito de seu substituto.
Nova equipe
Meirelles informou ainda que o anúncio a ser feito da nova equipe econômica será de três nomes. Ele, no entanto, não quis dar detalhes sobre as indicações que serão feitas pela presidente eleita Dilma Rousseff. "Não há nenhuma indicação oficial de escolha dos três nomes. Não posso comentar", ponderou, ressaltando que qualquer comentário seria inadequado. "Eu não sou de tomar esse tipo de atitude", completou.
Meirelles disse que não vai deixar o Banco Central antes do dia 31 de dezembro. Questionado se estava triste em deixar o BC, Meirelles foi enfático: "Estou feliz, gratificado e realizado".