O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, projetou nesta terça-feira que a economia do país deverá crescer 2,7% no último trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. A estimativa foi apresentada durante palestra no Financial Times Forum, realizado em São Paulo.
Meirelles disse que “o importante é que o Brasil volte a crescer, gerar emprego, gerar renda, com menos inflação". Segundo o ministro, o país já está em trajetória de recuperação, mas precisa da implementação de reformas para garantir a melhora. O ministro disse estar confiante na aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. Segundo ele, a mudança nas aposentadorias não é uma questão de opinião, mas de necessidade. “É o que eu digo: por mim, se fosse depender da minha opinião, todos os brasileiros poderiam se aposentar com 50 anos de idade e tudo bem. Só trabalhava mais quem ia preferir. Só que alguém tem que pagar e esse alguém é o povo brasileiro”, justificou.
Durante sua palestra, Meirelles foi questionado sobre a resistência à proposta de reforma da Previdência, que tem motivado grandes mobilizações pelo país. Na avaliação do ministro, parte da resistência se deve a conclusões equivocadas sobre a reforma, como a de que os trabalhadores pobres serão prejudicados, o que, segundo ele, não ocorrerá. Meirelles também argumentou que há um cálculo “falacioso” em relação às contas da Previdência. Segundo o ministro, somando todas as despesas e todas as receitas, em 2016, o déficit foi de R$ 150 bilhões, o que ele considera insustentável.
Perguntado sobre a margem de negociação do projeto, o ministro disse que algumas questões fundamentais precisam ser preservadas no texto, como a idade mínima e o estabelecimento de um limite para a questão de acumulação – quando morre o esposo ou a esposa e o sobrevivente tem já uma aposentadoria, por exemplo. “Tem que se estabelecer limites para tudo isso de maneira que seja sustentável. Mas os pontos fundamentais deverão ser preservados.”
Sobre a aposentadoria dos militares, que ficaram de fora da proposta do governo, Meirelles ponderou que o assunto será tratado após a aprovação da reforma em discussão atualmente.
Meirelles projeta crescimento de 2,7% da economia no último trimestre do ano
Ministro da Fazenda reforçou a necessidade de aprovar Reforma da Previdência