A expectativa para o crescimento da produção industrial foi alterada de 3,12% para 3% este ano e de 3,95% para 3,85% em 2014. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 34,5% este ano e passou de 33,10% para 33,63% em 2014.
Já a estimativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 2 ao final de 2013 e em R$ 2,05 no fim do próximo ano. A previsão para o superávit comercial - saldo positivo de exportações menos importações - foi ajustada de 12,4 bilhões de dólares para 11 bilhões de dólares este ano e de 12,65 bilhões de dólares para 12 bilhões de dólares em 2014.
Para o déficit em transações correntes - registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior - , a estimativa passou de 65,8 bilhões de dólares para 68 bilhões de dólares neste ano e 70,67 bilhões de dólares para 73,45 bilhões de dólares em 2014. A expectativa para o investimento estrangeiro direto - recursos que vão para o setor produtivo do país - foi mantida em 60 bilhões de dólares neste ano e em 2014.
Inflação
Sobre a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as projeções estão acima do centro da meta (4,5%). Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A estimativa dos analistas para o IPCA, este ano, passou de 5,71% para 5,70%. Para 2014, a estimativa foi ajustada de 5,68% para 5,70%.
A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 5,26% para 5,16% neste ano e foi mantida em 5% em 2014.
A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada de 4,83% para 4,87% em 2013, e de 5,14% para 5,18% no próximo ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 4,92% para 4,93% este ano, e foi mantida em 5,31% em 2014.
A projeção dos analistas para os preços administrados passou de 3% para 2,90% este ano, e de 4,50% para 4%, em 2014. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.