Antes da apresentação do balanço do governo, que projeta a vinda de R$ 29,2 bilhões em projetos da iniciativa privada para os próximos anos, o ministro elogiou a política estadual para atração de empresas e avaliou a Sala do Investidor como um modelo para os outros estados. Trata-se de uma estratégia de atendimento diferenciada que busca facilitar as negociações com as empresas interessadas em vir para o Estado.
Pimentel enfatizou como se dá o trabalho do governo federal. “Nossa ação é criar condições macroeconômicas para atrair investimentos para o País. A atração local quem faz é o Estado e os municípios. E o Rio Grande do Sul tem feito isso com maestria”, afirmou depois de ter lido o relatório com a projeção de investimentos previstos para o Estado.
O ministro aproveitou a ocasião para lembrar que o governador Tarso Genro recebeu a administração em situação crítica financeira e fiscal. “O governador saneou essa dificuldade e busca atrair mais investimentos”, disse.
Tarso reconheceu a delicada situação do Rio Grande do Sul e falou que o apoio do governo federal tem sido essencial para o aumento da competitividade. “Assumimos com zero de recursos para investimentos e dívidas em R$ 170 milhões para pagar. Passado quase dois anos, estamos reorganizando a máquina administrativa para comportar esse aumento de investimentos”, explicou.
A apresentação do volume de investimentos privados previstos para o Estado nos próximos anos comemorou um ano de funcionamento da Sala do Investidor. Segundo o secretário, do total previsto, R$ 24,4 bilhões foram gerenciados pela iniciativa, por meio de 220 projetos. O restante ainda não está sendo negociado diretamente com o governo.
O secretário considerou as mudanças feitas no Fundopem e as diretrizes da nova política industrial como fundamentais para a elevação na atração de investimentos. Os cinco setores que mais agregam projetos (77% do total) são os de madeira; celulose e móveis; automotivo e implementos rodoviários; indústria oceânica e polo naval; biocombustíveis; e petroquímica, produtos de borracha e material plástico.
Outro dado positivo apresentado é o de que de todos os projetos, 93 empresas já decidiram investir no Estado. Outros 50 estão com o pedido de benefício pelo Fundopem encaminhados e outros 29 já foram aprovados. Entre os maiores investimentos estão o da CMPC (madeira, celulose e móveis), de R$ 4,2 bilhões; GM (automotivo), de R$ 2,3 bilhões; Randon (automotivo) e EBR (indústria oceânica), ambas em R$ 1,1 bilhão.