Para Leos, a inflação que preocupa mais a Moody''s é a de 2012 e qual a sua tendência. "Eventualmente o Banco Central e a Fazenda podem ter alguma divergência sobre o combate à inflação, mas isso ocorre em todo o mundo. O importante é ver o resultado final obtido pelo governo no término do ano", destacou.
Leos ressaltou que a gestão da política fiscal é "uma condição necessária" para que a Moody''s conceda um eventual upgrade ao Brasil no médio prazo. "Mais importante do que é dito pelo governo é preciso verificar o que é feito nessa área", comentou. Contudo, ele destacou que as declarações de autoridades do governo, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, segundo as quais o Poder Executivo tem como meta obter um superávit primário cheio de 2011 a 2014, são "um sinal positivo" de que a administração federal está atenta a questões que não viabilizou no passado.
"A crise pode trazer algo de bom para o Brasil", afirmou. "Por exemplo, se houver um fortalecimento da gestão fiscal ao mesmo tempo que o combate à inflação é mantido", ressaltou. "Se em função dessa postura do governo os juros tiverem condições de cair, vamos ver lá na frente", disse.
A Moody''s concedeu a nota Baa2 para o Brasil em junho deste ano, com perspectiva positiva. De acordo com Leos, quando a nota soberana fica favorável, o upgrade ocorre normalmente entre 12 e 18 meses.