A agência informou que também colocou os ratings de instituições financeiras diretamente ligadas ao governo dos EUA em revisão para potencial downgrade. Entre elas, estão a Fannie Mae e a Freddie Mac. "A revisão no rating dos bônus do governo dos EUA foi provocada pela possibilidade de o teto de endividamento não ser elevado a tempo de evitar a ausência de pagamento dos juros ou do principal de bônus e notas pendentes. Portanto, há um pequeno porém crescente risco de um default de vida curta", disse a Moody's.
De acordo com o comunicado, um default dos EUA, independentemente da duração, alteraria a avaliação que a Moody's possui sobre a pontualidade nos pagamentos futuros relacionados às dívidas do país e impediria que a agência mantivesse o rating em Aaa. O texto informa também que, como um eventual default seria curto e a perda estimada para os investidores mínima, a redução no rating seria para algum lugar perto na faixa de Aa.
Alerta
Para Jeffrey Goldstein, subsecretário de finanças domésticas do Departamento do Tesouro norte-americano, o alerta da agência é um "lembrete oportuno" para o Congresso do país elevar o limite de endividamento do governo federal. "A avaliação da Moody's é um lembrete oportuno da necessidade de o Congresso avançar rapidamente para evitar um default nas obrigações do país e chegar a um acordo sobre um pacote de redução substancial no déficit", afirmou Goldstein em um comunicado.
A Moody's também disse que bônus emitidos pelos governos de Israel e Egito tendo como garantidor o governo dos EUA também tiveram seus ratings colocados em revisão para potencial rebaixamento. As informações são da Dow Jones.