A agência de classificação de risco Moody's reduziu, nesta quarta-feira, a nota da Petrobras, pela terceira vez em 2015, e colocou "em revisão para possível rebaixamento" a nota da dívida soberana do Brasil, em meio à crise política. A Moody's informou ao mercado que a nota da Petrobras passou de Ba2 a Ba3, na categoria especulativa e com a possibilidade de outra redução.
A classificação do Brasil, hoje em Baa3 (último patamar de grau de investimento), será revista diante da deterioração da situação macroeconômica e do agravamento das condições de governabilidade. "Estas ações refletem os elevados riscos de refinanciamento da Petrobras diante das deterioradas condições da indústria, que dificultam a obtenção de dinheiro através da venda de ativos, de condições de financiamento mais restritivas para companhias no Brasil e na indústria petroleira, e devido à magnitude das necessidades eventuais de financiar os vencimentos da dívida", explicou a agência.
A decisão também está relacionada ao escândalo de corrupção que provocou perdas bilionárias à Petrobras, assim como pela decisão da agência de colocar "sob revisão para possível rebaixamento" a nota da dívida do Brasil. O Brasil já perdeu o grau de investimento na avaliação da agência Standard and Poor, em setembro passado. Na agência Fitch, o Brasil tem nota BBB, a última acima do grau especulativo.
A revisão chega porque "se deterioram rápida e materialmente as tendências macroeconômicas e fiscais e é baixa a probabilidade de que esta tendência mude nos próximos dois a três anos". A agência destaca "o agravamento das condições de governabilidade e um maior risco de paralisia política", no momento em que a presidente Dilma Rousseff é alvo de um processo que pode levar ao impeachment.
Moody's reduz nota da Petrobras e ameaça grau de investimento do Brasil
Agência aponta para deterioração macroeconômica e agravamento das condições de governabilidade