Ao mesmo tempo, a agência reafirmou a classificação de risco dos títulos brasileiros em Baa2, devido à resistência da economia brasileira a choques externos, garantida pelo nível de reservas internacionais.
Em outubro do ano passado, a Moody's reduziu a perspectiva da nota da dívida soberana do Brasil de positiva para estável. Na época, a agência também manteve o rating do país em Baa2, garantindo o grau de investimento.
A Moody's acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá menos de 1% este ano – o que corresponderia à menor taxa desde 2009 – e que o crescimento ficará abaixo de 2% em 2015. A economia brasileira está se movendo em direção ao seu quarto ano consecutivo de alta moderada: depois de um último pico de 7,5% em 2010, o PIB cresceu 2,7% em 2011, 1% em 2012 e 2,5% em 2013. Analistas consultados pelo Banco Central do Brasil reduziram no início de setembro sua previsão de crescimento para 2014 de 0,7% para 0,52%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avisou que o governo iria revisar para baixo sua previsão para 2014, a apenas poucas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 5 de outubro.