Em nota divulgada na noite desta segunda-feira, a Moody's cita como motivos para a ação a incerteza das perspectivas de reforma institucional nos arcabouços fiscal e econômico da zona do euro e dos recursos a serem disponibilizados para lidar com a crise, as perspectivas macroeconômicas cada vez mais fracas para a Europa e o impacto desses fatores sobre a confiança dos mercados, que continua frágil. Além de terem provocado os rebaixamentos de rating, esses fatores levaram a agência a alterar de estável para negativa a perspectiva dos ratings de Áustria, França e Reino Unido.
A perspectiva negativa, segundo a Moody's, é reflexo da presença de um número específico de pressões sobre o crédito que poderia exacerbar a suscetibilidade das contas e dos programas de austeridade desses países a uma deterioração ainda maior das condições econômicas e financeiras da Europa.
No mesmo comunicado, a Moody's informou que seriam mantidos os ratings AAA de Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Luxemburgo, Holanda e Suécia, além das notas de Bélgica (Aa3), Estônia (A1) e Irlanda (Ba1). Ao mesmo tempo, a agência mantém em revisão o rating Baa3 de Chipre e a nota Ca da Grécia continua adequada à espera do esclarecimento sobre a reestruturação da dívida do país.