O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, defendeu que as medidas que o governo vem adotando para mitigar o impacto da alta dos combustíveis no mercado doméstico são feitas dentro das metas, sem pedir espaço adicional. Segundo ele, a renovação da subvenção da gasolina custa cerca de R$ 1,3 bilhão por mês, enquanto a subvenção de R$ 1,12 para o diesel custa cerca de R$ 5 bilhões/mês. Os valores todos batem na meta fiscal, garantiu Moretti. O ponto central é que esses valores são compatíveis com aquilo que há de espaço na meta.
Política de amortecimento
Segundo o ministro, o governo não defende que uma política de subvenções ou desonerações se estenda até o fim do exercício. Ele entende que a subvenção é uma política de amortecimento do choque, não uma política de barateamento artificial de preço nem nada parecido. Ele ainda afirmou que as decisões são tomadas no curto prazo, de maneira que se possa reavaliar, e assim que elas não sejam mais necessárias, ou seja, o mercado não requeira mais essa suavização de preços, que opere de forma regular, as subvenções serão retiradas.
Impacto do Brent na arrecadação
Por sua vez, a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, sustentou que o aumento do preço do Brent deverá gerar impactos na arrecadação federal. A grade foi fechada no dia 6 de julho, bem naquele momento em que o país estava sob a hipótese de um cessar-fogo, e o petróleo baixou bem, disse ela. Contudo, o cenário mudou bastante de lá para cá. É esperado, sim, que com o preço do Brent maior, haja mais impactos diretos e indiretos na arrecadação desse preço maior do Brent, mas o cenário ainda é de muita incerteza.
Freire frisou que é necessário aguardar e avaliar o quanto a média de preço do Brent para o ano vai se manter ou se alterar. Ainda é cedo para fazer qualquer tipo de avaliação em relação ao próximo bimestral em termos do preço do petróleo, disse a secretária.