Economia

MP impede descontos salariais ilegais de 5 mil trabalhadores de drogaria

Empresa dividia prejuízo de produtos desaparecidos entre os empregados

A Drogaria Mais Econômica firmou termo de ajustamento de conduta (TAC) com Ministério Público do Trabalho (MPT), nessa quinta-feira, em razão de descontos salariais ilegais dos cerca de 5 mil empregados da empresa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com os autos do inquérito civil, o prejuízo de produtos ou medicamentos que desapareciam das prateleiras eram divididos entre os trabalhadores.

O procurador do Trabalho Bernardo Mata Schuch, responsável pelo procedimento, explicou que "o risco da atividade econômica não pode ser repassado ao trabalhador”. São admitidos apenas os descontos previstos em lei ou instrumento coletivo, além de adiantamentos.

O não cumprimento de qualquer uma das obrigações fixadas sujeitará a empresa ao pagamento de multa de R$ 5 mil por descumprimento da cláusula, a cada verificação. O termo vale para todos os estabelecimentos mantidos pela empresa – matriz, filiais, escritório, lojas, frentes de trabalho –, assim como para os que forem abertos no futuro.

De acordo com o MPT, o TAC assumido não isenta a empresa de responsabilidade por quaisquer outras irregularidades trabalhistas, penais, fiscais, previdenciárias que eventualmente venham a ser constatadas.


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