Economia

Nível universitário garante salário até 300% maior

Pesquisa do IBGE aponta que trabalhadores sem ensino superior, no entanto, são maioria

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) aponta que os assalariados sem nível superior receberam, em média, R$ 1.062,14 (2,3 salários mínimos) em 2009, enquanto aqueles com diploma ganharam R$ 4.239,59 (9,2 salários mínimos). O valor refere-se apenas a empresas privadas e a diferença é de 299,2%, segundo dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) do IBGE. Nessa categoria, os trabalhadores sem nível superior também são maioria: eles representavam mais de 90% dos 28,2 milhões de funcionários de empresas privadas.

A distância salarial chega a 225% quando se consideram os salários pagos também pelos órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e organizações de outras naturezas jurídicas. As disparidades salariais observadas entre pessoas diferentes níveis de escolaridade foram bem superiores às historicamente registradas entre empregados homens e mulheres, que, em 2009, alcançou a média de 24,1%.

A única categoria em que os trabalhadores que tinham concluído um curso universitário foram maioria foi a de atividades financeira, de seguros e serviços relacionados, onde eles representaram 51,5% do total de pessoas nesse ramo. As grandes empresas foram as que mais contrataram pessoas com diploma universitário (57,7%) e a Região Sudeste foi a que registrou a maior participação dos empregados com nível superior (10,8%). O Norte do país teve o menor número de trabalhadores assalariados com diploma (6,1%).

O Cempre reúne informações atualizadas anualmente das pesquisas nas áreas de indústria, construção civil, comércio e serviços do próprio IBGE e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.

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