A distância salarial chega a 225% quando se consideram os salários pagos também pelos órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e organizações de outras naturezas jurídicas. As disparidades salariais observadas entre pessoas diferentes níveis de escolaridade foram bem superiores às historicamente registradas entre empregados homens e mulheres, que, em 2009, alcançou a média de 24,1%.
A única categoria em que os trabalhadores que tinham concluído um curso universitário foram maioria foi a de atividades financeira, de seguros e serviços relacionados, onde eles representaram 51,5% do total de pessoas nesse ramo. As grandes empresas foram as que mais contrataram pessoas com diploma universitário (57,7%) e a Região Sudeste foi a que registrou a maior participação dos empregados com nível superior (10,8%). O Norte do país teve o menor número de trabalhadores assalariados com diploma (6,1%).
O Cempre reúne informações atualizadas anualmente das pesquisas nas áreas de indústria, construção civil, comércio e serviços do próprio IBGE e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego.