A parcela de famílias que se declara muito endividada voltou a cair de 13,3% em abril para 11,8% em maio, influenciada, principalmente, pela população com renda inferior a dez salários mínimos. O índice da renda comprometida com dívidas apresentou queda, passando de 34,7% em abril para 30,0% em maio.
Houve um aumento do tempo de comprometimento com dívidas na relação com o mês anterior. Atualmente, 48,2% das famílias endividadas afirmam estar empenhadas com o pagamento de dívidas por período superior a um ano.
Com isso, o tempo de comprometimento passou de 8,3 meses em abril para 8,8 em maio. Os principais tipos de dívidas mencionadas pelos entrevistados são cartão de crédito (70,4%), carnês (34,6%) e crédito pessoal (21,1%), considerando resposta que pode citar mais de uma opção.
Para o presidente da Fecomércio-RS, Zildo De Marchi, o menor crescimento da atividade econômica e a maior seletividade dos bancos na concessão de crédito contribuíram para amenizar a expansão do crédito e, consequentemente, o percentual de endividamento. “Apesar do mercado de trabalho aquecido, o aumento da inflação provavelmente tem afetado a confiança dos consumidores, com reflexo negativo no consumo e, consequentemente, na formação de novas dívidas”, explicou.