A nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, prometeu 'tempestividade, agilidade e efetividade' à frente da estatal, em sua primeira entrevista coletiva no cargo nesta segunda-feira.
'Temos que agregar às promessas (de boa gestão) a tempestividade, a aceleração dos esforços dessa companhia. Esse é o meu perfil. Sou uma pessoa que busca fazer as coisas, mas fazer as coisas com tempestividade. O sistema petrolífero tem uma variável que é o tempo, as coisas tem que ser tempestivas', disse Magda, ao pregar respeito à lógica empresarial.
Dividendos
Logo na sequência, a presidente da empresa foi perguntada sobre dividendos e o temor de investidores privados de verem o porcentual de proventos relativo ao fluxo de caixa livre cair.
Magda, então, respondeu que vai respeitar a 'lógica empresarial'. 'Vamos respeitar a lógica empresarial. Não há como gerir a Petrobras sem respeitar a lógica empresarial', disse, para, na sequência, afirmar que é necessário atender ao mesmo tempo os interesses tanto de acionistas públicos quanto privados.
'Se tem lucro, tem dividendos. Nós queremos ter lucro e queremos ter dividendos', disse em um segundo momento, ao ser novamente questionada sobre esse assunto. 'A palavra chave é conversa. Temos que conversar muito e entender as demandas de cada um . E colocar a Petrobras para atender os interesses desses seus acionistas dentro da lógica empresarial', repetiu, sem ser específica. Primeiras palavras
Antes de começar a responder a perguntas, Magda lembrou que começou na Petrobras com apenas 22 anos e que retornar para chefiá-la é uma 'grande honra'. Ela lembrou que foi testemunha do bom desempenho da companhia por décadas, mesmo quando migrou para a ANP, período que abarcou a descoberta e o início do desenvolvimento do pré-sal.
Depois do introito, Magda colocou suas prioridades, sendo a principal o bom desempenho da frente de exploração e produção de petróleo e gás, principal negócio da empresa.
Segundo ela, é necessário repor reservas e a exploração da Margem Equatorial, no Nordeste e Norte, e da Bacia de Pelotas, no Sul do País, são prioridades para compensar o início do declínio da produção do pré-sal a partir de 2030. Em paralelo, disse Magda, está mantida a intenção de investir em energias renováveis, conforme o Plano Estratégico.