Monteiro destacou que a ascensão das classes sociais D e E à classe C e a elevação da renda do trabalhador brasileiro foram fatores que impulsionaram o setor. “Com certeza absoluta. O cidadão com mais renda vai ao consumo, principalmente dessas classes D e E que até então eram mais baixas”, salientou. Segundo ele, essa fatia da população passou a investir mais em saúde.
A maior perspectiva de vida do brasileiro é outro fator, de acordo com Monteiro, que sinaliza para a ampliação das vendas. “A população, com perspectiva de vida cada vez maior, certamente vai investir mais na prevenção. E os medicamentos, que todo mundo imagina que seriam só para a cura [de doenças] podem ser usados também na prevenção”, destacou Monteiro.
A projeção do mercado de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, acima da taxa de 0,9% registrada em 2012, aponta também para o crescimento das vendas de remédios, disse o diretor executivo da Abradilan. “Vai contribuir, sim, com certeza, uma vez que quando há perspectiva de aumento do PIB, há mais perspectiva de emprego, de renda. Tudo isso, de uma maneira ou de outra, vai refletir no consumo. E os medicamentos, produtos para a saúde, cosméticos, estão dentro do perfil de consumo do cidadão”.
A carga tributária é, segundo Geraldo Monteiro, o principal entrave para um maior desenvolvimento do setor, porque acaba refletindo nos custos que são repassados ao consumidor. Ele reivindicou do governo a diminuição da carga tributária que incide sobre o setor de medicamentos, hoje da ordem de 33,9%. Além disso, o setor paga obrigações acessórias, que representam 1,8% do faturamento das empresas com ganhos até R$ 100 milhões, informou o diretor. A 9ª Feira Abradilan Farma & HPC vai até sexta-feira. Os organizadores estimam que entre 20 mil e 25 mil pessoas passem pelo Riocentro. Eles deverão movimentar entre R$ 250 milhões e R$ 270 milhões em negócios.