"O plano é que nós entraremos em operação comercial em janeiro de 2016", afirmou Quijano em coletiva de imprensa, ao comentar sobre o acordo alcançado na quinta-feira e que formalmente será assinado dia 6 de março, quando for devidamente redigido.
A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) e o consórcio Grupo Unidos pelo Canal (GUPC) concordaram com a injeção de recursos para concluir a obra, seriamente ameaçada por falta de liquidez do GUPC, depois de dois meses de conflito e negociações.
"Este caminho que escolhem, que não é perfeito, tem as vantagens de que podemos reiniciar a obra rapidamente e com a injeção que será dada à obra, poderemos falar que ela obra terminará em 2015", afirmou Quijano.
O convênio também estabelece que a moratória do pagamento de US$ 784 milhões que ACP tinha antecipado ao GUPC se estenderá até 2018, quando o consórcio entregará as comportas das novas eclusas no mais tardar em dezembro. "Este acordo garante que a obra seja encerrada no tempo mais peremptório (...) A ACP mantém seu norte e esse novo passo nos leva mais perto de completar a obra", segundo Quijano.
Além disso, o GUPC deve administrar com a seguradora Zurich America International — que protege o investimento com 600 milhões de fiança — 400 milhões que iriam para um fundo gerido pelo consórcio e a ACP. Uma vez concluídas as obras, o Canal precisa de um período de testes antes de sua inauguração final, que seria agora em 2016.
As obras deveriam ser concluídas em 2014, coincidindo com o centenário da via, mas os trabalhos sofreram atrasos e as autoridades anunciaram o fim do projeto para junho de 2015, data que depois foi prorrogada pela crise de financiamento do projeto a dezembro desse mesmo ano.