O ministro de Finanças, Evangelos Venizelos, foi mantido no cargo e continuará também como vice-primeiro-ministro. O partido Nova Democracia, principal força da oposição, ficou com os ministérios de Relações Exteriores e Defesa, enquanto o nacionalista Laos também ganhou um posto no primeiro escalão do governo.
Apesar do avanço político, o governo ainda enfrentará grandes desafios. O país continua em uma forte recessão, o nível de desemprego está perto de máximas históricas e a administração só tem dinheiro para se manter até meados do mês que vem. A primeira tarefa será conseguir a liberação da sexta parcela do primeiro pacote internacional de resgate que a Grécia recebeu, de 8 bilhões de euros.
Após isso, o governo precisará aprovar e implementar as duras medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais em troca do segundo pacote de resgate. Também será preciso conversar com os credores privados sobre o plano para aplicar um desconto (haircut) de 50% no valor dos bônus gregos.
O que não está claro é como o povo grego, cada dez mais descontente, vai receber o novo governo, tendo em vista as difíceis políticas que a administração precisará implementar. "Eu acredito que o povo vai ter uma curta lua de mel com o governo, mas depois começará a fazer exigências", diz Panagiotis Petrakis, chefe do departamento de economia da Universidade de Atenas. As informações são da Dow Jones.