Até o final de outubro devem ser concluídas as obras no terminal da CCGL no Porto do Rio Grande. A projeção é do vice-presidente da empresa, Guillermo Dawson Júnior. Ele conta que os investimentos estão sendo realizados desde de 2024, em etapas, e a previsão é que tudo esteja pronto até outubro. "É a recomposição do Termasa, depois que ele sofreu danos nas enchentes de 2024, quando um navio bateu no terminal", relata.
O executivo lembra que, na época, começou o projeto de recomposição do espaço e uma série de investimentos, que tem como o objetivo o aumento na capacidade de recepção de caminhões. Com um investimento de R$ 700 milhões, deverá quadruplicar a capacidade de expedição no local. O terminal é o primeiro graneleiro construído no país.
Com a obra, o vice-presidente projeta que a capacidade rodoviária do local passe dos atuais 12,6 mil para 48 mil toneladas/dia e a descarga ferroviária de 6 mil para 12 mil toneladas/dia. " Haverá cinco novos tombadores (equipamento para descarga de caminhões), melhorias na recepção ferroviária, um novo armazém para 120 mil toneladas e uma nova subestação de energia elétrica" enumera.
Com a conclusão da obra haverá um aumento na capacidade de expedição para navios, elevando de 1,5 mil toneladas por hora para 6 mil toneladas/hora. "Estamos com tudo contratado para chegar a este valor (R$ 700 milhões) que torna o terminal, um dos melhores do hemisfério Sul, com capacidade de carregamento e com possibilidade de atracação de navios até cap-size (maiores), ou seja, praticamente dobra o tamanho das embarcações que podem atracar no Porto", observa.
Dawson Júnior conta que o terminal se mantém inativo desde maio de 2024. "Naquela época nossos colaborados ficaram receosos de serem dispensados, mas conseguimos mantê-los, e ninguém deverá ser desligado até que as atividades sejam retomadas", garante.
O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, comemorou o investimento no local. " A modernização do terminal fortalece nossa estrutura logística, amplia a capacidade operacional e demonstra a confiança da iniciativa privada no trabalho que vem sendo realizado no complexo portuário. Esse é mais um movimento importante dentro do processo de modernização que busca tornar os portos gaúchos cada vez mais competitivos", conclui.