O Rio Grande do Sul apresentou saldo de 4,45 mil empregos formais gerados em maio, uma queda de 53,17% em relação maio de 2010, quando foram criadas 9,51 mil vagas. Cerca de 126.601 pessoas foram admitidas para novas vagas no mês, mas o número de demissões também foi alto, com 122.147, derrubando o saldo do período.
Em abril, o número de novas vagas de trabalho formais - já descontadas as demissões -, foi de 294 mil, segundo o dado revisado pela Pasta este mês. Antes da revisão, o ministério tinha contabilizado a criação de 272,2 mil novos empregos celetistas em abril. Estes números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta tarde pelo MTE
.A geração de vagas superou as demissões em 1.171.796 no acumulado dos cinco primeiros meses de 2011, conforme os dados do Caged. No mesmo período do ano passado, conforme cálculo feito pela Agência Estado com base nos números do Caged, o saldo havia sido de 1,519 milhão de novos postos.
A meta de Lupi é atingir 3 milhões de novos postos formais este ano ante 2,584 milhões verificados no ano passado. Segundo ele, ao contrário de 2010, o segundo semestre será mais propício à criação de vagas de trabalho. No ano passado, foram gerados 1,774 milhão de postos formais na primeira metade do ano e 810 mil no segundo semestre - lembrando que, em dezembro, houve mais demissões do que contratações, com um saldo negativo de 423 mil vagas.
Emprego doméstico
Até o final do ano, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apresentará um projeto de lei com ideias sobre a formalização do emprego doméstico para a presidente Dilma Rousseff avaliar. "Não tenho fórmula pronta. Acabei de chegar há pouco da reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT)", disse durante entrevista coletiva. "Vou mandar a proposta até o final do ano à presidente. A decisão é dela", acrescentou.
Para o ministro, é preciso adaptar a realidade do mercado de trabalho à situação dos empregados domésticos. Segundo ele, há cerca de 7 milhões de trabalhadores atuando nos lares brasileiros e a perspectiva é de que os que possuem carteira assinada não passem de 10% desse total. Atualmente, esses trabalhadores ainda não têm direito a FGTS, seguro desemprego, abono salarial e hora extra. "É hipocrisia dizer que é da família e depois não pagar seus direitos", avaliou.
Lupi disse também que já começou a conversar sobre o assunto com o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho. É possível que seja realizado, segundo ele, um sistema muito parecido com o Simples para o empregador doméstico."Temos de encontrar mecanismos que motivem contratação." O ministro do Trabalho descartou que a maior quantidade de direitos concedidos aos empregados possa engatilhar uma série de demissões. "Essa história de demissão podia ser no passado, mas hoje é referência na geração de emprego", argumentou.