Segundo o comunicado divulgado ao término do encontro, o total do financiamento oficial será no montante de estimados 109 bilhões de euros. "Este programa será destinado, sobretudo por meio da redução nas taxas de juro e do alongamento dos vencimentos, a decisivamente melhorar a sustentabilidade da dívida e o perfil de refinanciamento da Grécia", diz a nota.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi chamado a continuar contribuindo para o financiamento do novo programa grego. "Planejamos usar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) como veículo de financiamento para o próximo desembolso", diz o comunicado. A EFSF passará a ter autoridade para operar no mercado secundário de bônus. "Para melhorar a eficácia da EFSF e do ESM (Mecanismo de Estabilidade Europeu), permitiremos que eles intervenham nos mercados secundários com base em análises do BCE (Banco Central Europeu) reconhecendo a existência de circunstâncias financeiros e riscos excepcionais à estabilidade e com base numa decisão de mútuo acordo entre os Estados-membros da EFSF/ESM", diz o texto.
A EFSF vai deixar de existir em meados de 2013 e será substituída pelo ESM, que terá uma estrutura semelhante. Até agora, a EFSF tinha autoridade apenas para emitir bônus garantidos pelas nações da zona do euro e para usar os recursos captados em financiamentos dentro do bloco monetário.Os países da zona do euro informaram ainda que o setor financeiro mostrou disposição em ajudar voluntariamente a Grécia e pode contribuir com um total de aproximadamente 50 bilhões de euros no período que vai de 2011 a 2014. Desse total, 12,6 bilhões de euros seriam destinados a um programa de recompra de dívida, enquanto 37 bilhões de euros serão utilizados "em um menu de opções" disponíveis para ajudar os gregos, segundo o documento.
Soluções excepcionais
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse que a questão da dívida da Grécia exige "soluções excepcionais e únicas", entre elas o envolvimento do setor privado. A declaração está em linha com o comunicado divulgado pelo Conselho da União Europeia ao fim da reunião de chefes de governo realizada hoje. "No que diz respeito a nossa perspectiva geral sobre o envolvimento do setor privado na zona do euro, queremos deixar claro que a Grécia requer uma solução excepcional e única".
O comunicado acrescenta que "todos os outros países da zona do euro reafirmam solenemente sua determinação inflexível de honrar totalmente sua própria assinatura soberana individual e seus compromissos para condições fiscais sustentáveis e reformas estruturais. Os chefes de Estado ou de governo da área do euro apoiam totalmente essa determinação, à medida que a credibilidade de todas as suas assinaturas soberanas é um elemento decisivo para assegurar a estabilidade financeira da zona do euro como um todo". As informações são da Dow Jones.