A Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) promoveu, na tarde desta terça-feira, um painel com o objetivo de ampliar conexões e explorar oportunidades de negócios entre Brasil e Uruguai. Intitulado “Fronteiras que conectam: Oportunidades de Negócios e Internacionalização entre Brasil e Uruguai”, o evento reuniu especialistas e representantes institucionais no Palácio do Comércio, no Centro da Capital.
Entre os temas abordados estiveram o Uruguai como plataforma de internacionalização, zonas francas e estruturas para expansão internacional, inovação, comércio e conexões entre os países, além de casos reais de empresas brasileiras em processo de internacionalização. O encontro também proporcionou networking e troca de experiências entre empresários brasileiros e uruguaios.
A diretora jurídica da ACPA, Marcele Adames, destacou que a agenda econômica de longo prazo do Uruguai cria oportunidades para empresários estrangeiros. “Esse é o grande diferencial. Enquanto nós, brasileiros, com um mercado muito pujante, tendemos a olhar para dentro, o Uruguai, por ser um país pequeno, sempre esteve voltado para o mundo. Isso faz com que eles tenham mecanismos de estruturação de negócios muito prontos para empresas que desejam exportar. Facilita para empresas brasileiras que querem se internacionalizar por meio do país vizinho”, avalia.
A proximidade geográfica com o Rio Grande do Sul também favorece a logística e amplia as possibilidades de internacionalização. “Existe um regime de zonas francas no Uruguai, com uma questão tributária amplamente favorável, voltada para empresas que têm como propósito exportar. Tudo é muito bem estruturado para atrair investimentos, e cada vez mais vemos empresas buscando esse caminho”, afirma.
Uma das palestrantes foi Mariana Ferreira, diretora executiva da Uruguay XXI, agência oficial de promoção de investimentos, exportações e imagem do país. Ela também ressaltou o cenário favorável para negócios com o Brasil. “Para nós, o Brasil é um parceiro estratégico. Porto Alegre, em particular, é muito próxima. Temos com o Rio Grande do Sul grande afinidade cultural e empresarial. Precisamos fortalecer os vínculos comerciais entre as duas regiões”, destaca.
Segundo Mariana, a relação entre os dois países tem crescido na última década, impulsionada por um ambiente estável e previsível. “O Uruguai é um país estável: mudam os governos, mas não mudam as regras do jogo. Não há surpresas. Os incentivos econômicos se mantêm porque a economia é pequena e depende de investimentos. Além disso, há um sistema tributário unificado em todo o território, diferente do Brasil. É fácil fazer negócios, abrir empresas e operar com contas em dólares ou reais. Uma empresa pequena em Porto Alegre pode ser uma empresa relevante no Uruguai”, conclui.
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