Estas são as condições para a aplicação de um segundo plano de resgate da Grécia e, em curto prazo, para o pagamento de um parcela da ajuda de 8 bilhões de euros até meados de dezembro. "Não há dúvidas de que o novo governo oferecerá este compromisso por escrito", disse Papademos em uma coletiva de imprensa, após se reunir em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durao Barroso.
Este compromisso "é necessário para eliminar as incertezas e as ambiguidades sobre as ações futuras", ressaltou. "Para que a UE e o FMI apoiem a Grécia, é preciso ter certeza de que o esforço será mantido no longo prazo, que não valerá apenas para um futuro imediato e deste governo, mas também aos governos futuros", insistiu Barroso.
O partido ultradireitista Laos, membro da coalizão governamental grega, retirou no domingo suas objeções sobre este compromisso escrito. Contudo, Antonis Samaras, líder do partido conservador Nova Democracia, negou-se a assinar este compromisso por escrito. Segundo ele, a participação de sua formação no governo de Papademos já é suficiente.