Economia

Para Dilma, avaliação de agência de classificação de risco sobre EUA foi precipitada

Presidente acredita que crise financeira não ameaça o Brasil

Dilma recebeu o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, no Palácio do Planalto nesta tarde
Dilma recebeu o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, no Palácio do Planalto nesta tarde Foto : Antônio Cruz / ABr / CP
A presidente Dilma Rousseff considerou precipitada a avaliação feita pela agência de classificação de risco Standard & Poor's que, na última sexta-feira à noite, rebaixou a nota de risco dos Estados Unidos. "Podemos deixar claro que não compartilhamos com a avaliação precipitada e um tanto rápida, eu diria, não correta da agência que diminuiu o grau de valorização de crédito dos Estados Unidos", disse a presidente, durante declaração à imprensa por ocasião da assinatura de atos com o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, no Palácio do Planalto.

Dilma afirmou que a crise financeira que abala os mercados mundiais não ameaça o Brasil. Segundo a presidente, hoje o país está mais forte para enfrentar a crise do que estava no início de 2009, final de 2008. A presidente afirmou que o País vive "uma boa situação" e que observa com atenção e cautela os desdobramentos do cenário internacional.

"É a segunda vez que a crise afeta o mundo e pela segunda vez o Brasil não treme", disse Dilma, destacando o mercado consumidor interno e a situação dos bancos, tanto nacionais quanto privados, como pontos fortes no enfrentamento de instabilidades.

Questionada pela Agência Estado se não estaria preocupada, respondeu: "Eu só estou com aquela preocupação que me faz não ser uma pessoa alheia à realidade, eu não acredito que o Brasil esteja ameaçado, mas tomaria todas as medidas para fortalecê-lo cada vez mais."

A presidente disse considerar "graves" tanto o cenário nos Estados Unidos quanto na Europa. "O governo e os países dos Estados Unidos e da Europa têm de tomar providências, o que não está certo é que se percebe que não há política fiscal na Europa e nos Estados Unidos, não é possível o mundo achar, os países desenvolvidos acharem, que o mundo pode ficar contemplando de uma forma perplexa o que aconteceu na semana passada. A insensatez política não pode levar a que o mundo sofra as consequências", afirmou.

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